Início > Conceitos, Virtualização > Templates e dispositivos Virtuais

Templates e dispositivos Virtuais

12/05/2010

Máquina Virtuais Templates

Ao instalar um sistema operacional em uma máquina virtual, atualizações, programas necessários como antivírus ou agentes de monitoração, é necessário desligá-la quando estiver ‘pronta’. Depois disso,  basta copiar esta máquina virtual (que basicamente é formada por um conjunto de arquivos) e pronto. Surge uma VM Template.

Como a máquina virtual é um conjunto de arquivos concentrados em uma pasta, pode-se facilmente fazer cópias desta máquina inicial simplesmente copiando a pasta onde seu ‘disco’ e arquivos de configuração residem vaárias vezes, e assim, ao ligar cada uma das cópias, configurá-las com parâmetros específicos, como seu nome ou endereço de rede. O procedimento descrito aqui mostra o conceito de um template, mas na prática, este processo é totalmente automatizado pelas feramentas de gerência de um datacenter virtual.

Para se ter uma idéia de como isso é automatizado, ao transformar uma VM com Windows em template, o sistema roda o sysprep (procedimento que limpa todos os parâmetros da instalação do Windows, como nome da máquina, fuso horário ou SID) e, assim, cada vez que aquela máquina template for utilizada como base para uma nova máquina, o sistema irá clonar o template e ligar o clone.

Quando o administrador solicita a criação de uma nova VM com base em um template,  o sistema também pode perguntar que parâmetros deseja para a nova máquina. Este processo pode ser automatizado a ponto do administrador pedir a criação de inúmeras máquinas virtuais com nomes diferentes. Esta criação em massa normalmente e feita em sistemas de desktops virtuais hosteados.

O template pode conter, além do sistema operacional base, um aplicativo já instalado como um banco de dados, sistema de e-mail ou sistema de segurança do gênero firewall. A cada novo banco de dados posto no ar, será feito com maior rapidez, pois a máquina já estará quase pronta ao ser entregue ao responsável pelo banco de dados.

Dispositivos Virtuais

Ao criar uma nova máquina virtual, deve-se concentrar em qual sistema operacional será implementado, e quais aplicativos e configuração pertinentes para que a VM ganhe uma função especifica.  Este é o conceito de dispositivo virtual.

Se o objetivo é alcançar o máximo de performance dentro da máquina virtual, instala-se um sistema operacional com o mínimo de recursos necessários para executar uma aplicação específica. Este sistema operacional é chamado de JeOS do inglês ‘Just enough operating system’ e pode ser qualquer sistema operacional sem módulos, aplicativos, serviços ou drivers que não será usado por um software especifico. Portanto,  basta ajustar a performance do software e fazer todos os testes necessários.

Como a máquina virtual é formada por arquivos, este dispositivo virtual pode ser colocado na Internet para download, ou a empresa pode ter seu repositório interno de máquinas virtuais templates ou que tenham funções especificas.

Assim, já estão sendo formadas comunidades de troca de dispositivos virtuais, como no Virtual Apliance Marketplace, local onde podemos encontrar centenas de máquinas virtuais prontas com funções especificas. Resta fazer o download e ligar a máquina virtual. Normalmente, elas são postadas com instruções de uso e outros esclarecimentos, como se existe ou não a necessidade de licenciar o sistema operacional e aplicação contidos nele. Esta é uma nova maneira de distribuir software que tem um impacto grande na redução do número de chamados tecnicos daquele software, uma vez que o software foi entregue encapsulado no ambiente no qual foi testado, sem nenhuma alteração.

Anúncios