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História da Internet ( Software )

12/05/2010

Resumo da história da internet ( linha do tempo, evolução da internet )

Como parte do estudo de virtualização e Cloud Computing, tambem é necessário o conhecimento geral da história da internet, principalmente a parte de software.

Evolução do software Internet :

A Internet ganhou este nome quando seu protocolo foi padronizado e utilizado por cada computador. A sua criação, a partir dos conceitos de fundação, foi elaborada significativamente por três importantes indivíduos. O primeiro, Vannevar Bush[1], escreveu uma visionária descrição do potencial da tecnologia da informação com sua descrição de um sistema automatizado de biblioteca, denominado de Memex (figura 1.5). Bush introduziu o conceito do Memex nos anos 30 como um microfilme baseado em “um aparelho no qual o indivíduo armazena todos os seus livros, gravações e comunicações, e no qual é possível ser consultado com velocidade e flexibilidade excedentes”.

Após anos pensando em argumentar o potencial da memória, Bush escreveu um ensaio intitulado “As We May Think”, em 1936 e que foi finalmente publicado em 1945. No artigo, Bush previu: “novas formas de enciclopédias surgirão, prontas com enlaces de uma malha, prontas para ser despejadas no Memex e lá serem amplificadas”. Em setembro de 1945, a Revista Life publica parte do ensaio de Vannevar Bush.

O segundo indivíduo em ter um importante papel na formatação do conceito da Internet foi Norbert Wiener, pois foi um dos pioneiros em estudar os processos de estocástica e som. Estes estudos foram de extrema relevância para a engenharia eletrônica, comunicação e sistemas de controle[1]. Wiener também criou fundamentos para o campo da cibernética, inspirando pesquisas futuras em muitos outros campos e na extensão das capacidades humanas com tecnologia. Influenciado por Wiener, Marshall McLuhan dissertou sobre a idéia de vila global, que era interconectada por um sistema nervoso eletrônico como parte de nossa cultura popular.

Em 1957, a então União Soviética lançou no espaço seu primeiro satélite, Sputnik I, e forçou o presidente do Estados Unidos, Dwight Eisenhower a criar a Agencia de Pesquisas e projetos Avançados (ARPA). Em 1972, a agência mudou de nome, passando a ser chamada de DARPA e incluindo o caráter de um órgão de defesa do país. A agencia então incumbiu J. C. R. Licklider para o ser o chefe do novo escritório de técnicas de processamento da informação (ITPO). Licklider recebeu a importante missão de continuar a pesquisar sobre o sistema SAGE. O sistema SAGE (figura 1.6) foi uma rede continental de defesa aérea comissionada pelo exército estadunidense e desenhada pra ajudar a proteger o país de um possível ataque nuclear aéreo. O SAGE foi o computador mais ambicioso construído naquela época, requerendo mais de 800 programadores e técnicos originários das mais importantes corporações da América. O computador SAGE teve seu início de montagem nos anos 50 e se tornou operacional em 1963. Se manteve operante por mais de 20 anos, até 1983.

Enquanto trabalhava no ITPO, Licklider percebeu a importância de uma rede de comunicação que conectasse todo o país. Sua contribuição foi efetiva no desenvolvimento da Internet, aportando idéias como, por exemplo, a necessidade de uma interface de fácil compreensão e por um clique, bibliotecas digitais, e-commerce, online baking, entre outros. Libklider trabalhou muitos anos na ARPA e deixou a agência quando estabeleceu um novo estágio com a ARPANET. Ele ainda passou pela Bolt Beranek e Newman (BBN), empresa que forneceu os primeiro computadores conectados a ARPANET.

Ao deixar a ARPA, Licklider convenceu seus superiores a contratar Lawrence Roberts, acreditando ser ele o profissional capaz de implementar suas visões futuras de um ambiente em rede. Roberts liderou o desenvolvimento dessa rede. Seus esforços foram baseados na idéia de ‘packet switching’, criada por Paul Baran, quando trabalhava na RAND Corporation. A primeira idéia de um interface comum para a ARPANET foi sugerida por Wesley Clark, em uma sessão de design promovida por Lawrence Roberts, em 1967, elencando a problemática de que cada computador da ARPA tinha um sistema operacional distinto, ao ponto de que cada seqüência de códigos deveria ser programada, testada, implementada e mantida individualmente.

Após o encontro, Roberts acompanhou como Clark implementou seu conceito de interface única em um minicomputador chamado de Interface Message Processor. O IMP lidaria com a interface da ARPANET, em que suas camadas física, de dados e protocolos de rede fossem iguais. Usando este conceito, cada site apenas utilizaria uma interface comum e implementada pela IMP. Assim, o primeiro protocolo de rede da ARPANET foi o Network Control Program (NCP), que gerenciava as conexões e o fluxo de controle de vários processos diferentes entre a ARPANET e demais computadores. Entre as aplicações criadas, estavam serviços como email e transferência de arquivos. Com isso, a arquitetura da Internet foi uma arquitetura de fonte aberta desde o seu começo. A interface IMP teve vida até outubro de 1989.

1.2. Estabelecendo um protocolo comum

Desde o surgimento do IMP como interface de protocolo, o NCP essencialmente consistiu em estabelecer uma ligação entre o protocolo da ARPANET (hots-to-host protocol – AHHP) com o protocolo inicial de conexão (ICP). O AHHP especificou como transmitir um fluxo de dados unidirecional entre dois servidores. Já o ICP determinou como estabelecer um fluxo bidirecional de pares de dados entre servidores conectados. Outros protocolos, como File Transfer Protocol (FTP) , usado para a transferência de arquivos, e Simple Mail Transfer Protocol (SMTP), para o envio de email, também se conectaram a interface do NCP. No dia 1o de janeiro de 1983, conhecido como Flag Day, NCP se tornou obsoleta quando ARPANET trocou seu protocolo para um suíte mais potente e flexível, chamado de TCP/IP, marcando o início da Internet como a conhecemos hoje.

Na verdade, foi Roberto Kahn e Vinton Cerf os responsáveis em transladar o conhecimento adquirido com o NCP para desenvolver o TCP/IP. Rapidamente, o TCP/IP se tornou o protocolo de rede mais utilizado no mundo. Inclusive, esta nova ordem gerou o estabelecimento de protocolos de design, a partir de natureza aberta da Internet. Muitos programadores participaram no desenvolvimento de muitas versões do TCP/IP (TCP v1. TCP v2, as separações em TCP v3 e IPv3, e TCP v4 e Ipv4). Hoje, o protocolo padrão é o IPv4, mas que já vem sendo substituído pelo IPv6, a ser descrito ainda nesta capítulo.

Em 1984, o Departamento de Defeso do Exército Americano definiu TCP/IP como o protocolo padrão para toda a rede militar, na qual ganhou um financiamento considerável e consistente. Em 1990, a ARPANET foi aposentada e transferida para NFSNET. Esta logo se conectou a CSNET, criando enlaces com universidades ao redor da América do Norte, e com a EUnet, gerando elos com instituições de pesquisas na Europa. Graças em parte à gestão da National Science Foundation e da crescente popularidade da rede, o uso da Internet explodiu após 1990, forçando o governo dos Estados Unidos a transferir seu gerenciamento para organizações independentes, desde1995.

1.3. Evolução do Ipv6

O rápido crescimento da Internet nos anos 90 causou uma vasta redução no número de endereços livre de IP sob à tecnologia IPv4, que nunca foi desenhada para uma escala mundial. Ao incrementar os endereços IP, com mais bits e dados, resultando em um longo e em uma série de problemas para os hardwares e softwares existentes. Portanto, novas mudanças foram requeridas quanto ao design, desenvolvimento e implementação de uma arquitetura. Também surgiram novas mudanças em todo o software TCP/IP.

Após a avaliação de algumas propostas, a equipe de engenharia (IETF) estruturou o protocolo Ipv6, que foi lançado em janeiro de 1995 como RFC 1752. O Ipv6 é chamada algumas vezes de Next Generation Internet Protocol (IPNG) ou TCP/IP v6. Com este evolução, a indústria da computação aderiu ao formato padrão de um protocolo apenas.

Encontrando um método comum para comunicação usando IP

Nos anos 60, vinte anos depois que Vannevar Bush propôs MEMEX, a palavra hypertext foi cunhada por Ted Nelson, sendo um dos principais visionários da revolução hipertextual. Ted sabia que a tecnologia de seu tempo poderia nunca controlar a explosão de crescimento da informação e de sua proliferação por todo o planeta. Nelson popularizou o conceito de hipertexto, mas foi Douglas Engelbart que desenvolveu o primeiro sistema de hipertexto.

No final da Segunda Guerra Mundial, Douglas Engelbart era um técnico de rádio da marinha norte-americana nas Filipinas. Certo dia, na biblioteca da Cruz Vermelha, ele encontrou uma cópia do jornal Atlantic Monthly, datada de julho de 1945. Ele leu o artigo de Vannevar Bush sobre MEMEX e foi totalmente influenciado por sua visão do futuro da tecnologia da informação. Dezesseis anos depois, Engelbart publicou sua própria visão do artigo de Bush para a Air Force Office of Science Research and Development. No documento de Engelbart, intitulado ‘Augmenting Human Intellect: A Conceptual Framework’, ele descreve um sistema avançado de informação:

“Most of the structuring forms I’ll show you stem from the simple capability of being able to establish arbitrary linkages between different substructures, ando f directing the computer subsequently to display a set of linked substructures with any relative positioning we might designate among the different substructures. You can designate as many different kinds os links as yhou wishm so that you can specify different display or manipulative treatment for the different types”.

Engelbart se junto ao Stanford Research Institute em 1962. Seu primeiro projeto foi Augment, no qual tinha o propósito de desenvolver ferramentas de computação para aumentar as capacidades humanas. Entre elas, ele desenvolveu o mouse, uma interface gráfica (GUI) e o primeiro sistema hipertextual chamando de NLS (oN-Line System). Este sistema de Engelbart foi o escolhido para ser o segundo enredo para ARPANET, dando a ele um papel importante na invenção da Internet como World Wide Web.

Nos anos 80, um sistema precursor da web foi desenvolvido na Europa por Tim Berners-Lee e Robert Cailliau. Sua popularidade disparou, pois a Apple Computer fornecia grátis o seu produto HyperCard na compra de um Macintosh. Em 1987, os efeitos do hipertextos repercutiram em toda a indústria e o HyperCard foi o primeiro sistema de hipertexto disponível para o público em geral. Nos anos 90, Marc Andreessen e um time da National Center for Supercomputer Applications (NCSA), um instituto de pesquisa da Universidade de Illinois (EUA), desenvolveu os browsers Mosaic e Netscape. A revolução tecnologia que conhecemos hoje estava, naquele tempo, na sua infância.

Construindo uma interface comum para a Internet

Enquanto Marc Andreessen e a equipe da NCSA trabalhavam no desenvolvimento de seus browsers, Robert Cailliau propôs desenvolver um novo sistema hipertextual, na CERN. Ele juntou forças com Berners-Lee para obter uma iniciativa maior no desenvolvimento de um novo mecanismo/ funcionamento. Cailliau reescreveu sua proposta original a fim de garantir um financiamento junto à CERN para programadores. Ele e Berners-Lee trabalharam em colaboração para rodar a primeira conferencia na WWW.

No outono de 1990, Berners-Lee desenvolveu o primeiro browser para a rede (Figura 1.9) integrando um editor para a criação de documentos em hipertexto. Ele instalou a aplicação no seu computador e no de Robert Cailliau, e ambos estabeleceram a primeira comunicação pela rede, no endereço info.cern.ch, em dezembro de 1990. Alguns meses depois, em agosto de 1991, Berners-Lee postou sua aplicação em um grupo de discussão, chamado de alt.hypertext, fornecendo informações sobre como fazer o download do servidor (figura 1.10) de rede e do browser. Imediatamente, novos servidores apareceram por todos os cantos.

A partir do sucesso incial, Berners-Lee incrementou seu servidor e browser adicionando um suporte para o protocolo FTP, permitindo acesso a seus diretórios. Ele ainda adicionou um servidor Telnet ao info.cern.ch, criando um browser simples e disponível para todos os clientes da Telnet. A primeira demonstração público do servidor de Berners-Lee aconteceu na conferencia Huypertext 91. Este servidor de rede passou a ser conhecido como CERN httpd (short for hypertext transfer protocol deamon) e esteve ativo até julho de 1996. Porém antes de trabalhar no CERN httpd, Berners-Lee certificou seus códigos de tecnologia web e programa como domínio público para que qualquer um pudesse incrementá-lo ou simplesmente usá-lo. Este foi uma importante decisão para suportar um crescimento da rede em proporções enormes.

Em 1992, Joseph Hardin e Dave Thompson trabalhavan na NCSA. Quando escutaram sobre o trabalho de Berners-Lee, fizeram o download do browser e o demonstraram para o grupo de discussão de design da NCSA, conectando-o ao servidor CERN pela Internet. O grupo da NCSA ficou impressionado com quê fora apresentado e dois estudantes do grupo, Marc Andreessen e Eric Bina, começaram a trabalhar em uma versão do browser para X-Windows nos computadores Unix. A versão 0.5 foi divulgada em janeiro de 1993 (figura 1.11). Com uma semana de vida, a novidade de Andreessen foi espalhada por Berners-Lee a vários outros grupos de discussão. Assim, a base de usuários foi inchada e a distribuição continuou, gerando mais visibilidade para o produto.

Mosaic foi o primeiro web browser popular disponível, ajudando a propagar o conceito e conhecimento em todo o planeta. Mosaic forneceu suporte para gráficos, som e vídeo clips. Inovações também foram adicionadas, incluindo o uso de bookmarks e o histórico de arquivos, e Mosaic se tornou ainda mais popular. Em meados de 1994, depois da graduação de Andreessen, o fundador da Silicon Graphics, Jim Clark, contribuiu com Andreessen para o lançamento da Mosaic Communications, que mais adiante foi rebatizada de Netscape Communications. Em outubro de 1994, a Netscape divulgou o lançamento de sua primeira versão beta do seu browser, Mozilla 0.96b. A versão 1.0 foi divulgada em dezembro do mesmo ano, sendo o primeiro web browser comercial.
A equipe de programação da Mosaic também desenvolveu um outro browser, nomeado de Netscape Navigator, que depois foi alterado para Netscape Communicator e que teve seu nome novamente recuperado apenas para Netscape.

Durante este período, a Microsoft não estava dormindo ao volante. Bill Gates percebeu que a rede era o futuro e focou suas pesquisas para desenvolver um produto concorrente do Netscape. Em 1995, a Microsoft promoveu um Internet Strategy Day e anunciou seu compromisso em acrescentar funcionalidades da Internet em todos os seus produtos. No cumprimento deste anúncio, a empresa apresentou o Microsoft Internet Explorer com um web browser e demais tecnologias.

Em julho de 1995, a Microsoft lançou o sistema operacional Windows 95, já incluindo um suporte para dial-up netowrking e TCP/IP, duas tecnologias-chaves para conectar um PC à Internet. Além disso, o sistema operacional trazia o browser Internet Explorer 1.0 (figura 1.13). Quando ambos debutaram, a rede ficou ainda mais acessível ao grande público. Outra grande vantagem para a proliferação do browser Internet Explorer era que não necessitava de um embaraçoso manual de instalação que os demais produtos do mercado traziam. O Netscape foi o líder do mercado até 1999, quando o Internet Explorer da Microsoft ganhou a liderança. A guerra dos browser’s tinha começado e a Internet foi o campo de batalha.

Em resposta à investida da Microsoft, a Netscape decidiu lançar sua nova versão de browser grátis, com open source, chamada de Mozilla (o antigo nome do Netscape) em 2002. O browser Mozilla ganhou share de mercado, principalmente entre os não-usuários de Microsoft e sua plataforma como, por exemplo, a Linux. Mozilla Firefox foi divulgada em novembro de 2004, e quase que imediatamente se tornou muito popular.
[1] – de acordo com a enciclopédia Wikipedia.

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